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Arranca a extensão da Festa de Antropologia Cinema e Arte (FACA), na ilha Terceira, dia 17 de fevereiro, prolongando-se até 23 de março. As sessões terão lugar no auditório do Rádio Clube de Angra (RCA), às 21h30, com entrada gratuita.

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Angra acolhe extensão da Festa de Antropologia Cinema e Arte

Publicado por: Vitec
2016/02/12 20:54:02

 

Arranca a extensão da Festa de Antropologia Cinema e Arte (FACA), na ilha Terceira, dia 17 de fevereiro, prolongando-se até 23 de março.
As sessões terão lugar no auditório do Rádio Clube de Angra (RCA), às 21h30, com entrada gratuita. 
 
Ao todo são seis semanas e dezoito filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, numa iniciativa do Cine-Clube da Ilha Terceira. 
 
 
 
A extensão deste ciclo de cinema à ilha Terceira dá oportunidade à população da ilha de ver um conjunto de documentários, agrupados sob seis grandes eixos: “África”, “Visões indígenas da América do Sul”, “Representações”, “Lugares e Sons”, “Retratos” e “Cruzamentos”, que têm em comum a vontade de explorar as fronteiras entre o trabalho de investigação e a criação artística entre África e a América do Sul, Lisboa e Timor, o divino e o profano, a morte e a vitalidade, a performance e o real. Este conjunto heterogéneo de filmes, na sua maioria de jovens realizadores, testemunha a amplitude temática e geográfica da mais recente Antropologia Visual, portuguesa e estrangeira.



No dia 17 de Fevereiro, podem ver-se o “Gabinete de Mitologias Lusitanas”, de Javier Martínez,  e “Kora”, de Jorge Carvalho. No primeiro documentário, com duração de 9 minutos, a fotografia e a memória conversam intimamente para reflectir sobre a ocupação colonial portuguesa de África nos últimos 130 anos. O filme é construído a partir de fotografias da expedição político-comercial ao Muantiânvua, liderada por Henrique de Carvalho entre 1884 e 1888, da Exposição do Mundo Português de 1940 e de cartões postais enviados das colónias portuguesas à metrópole nos últimos anos do Estado Novo. A imagem é contextualizada, oferecendo ao público chaves de leitura que situam a fotografia num âmbito histórico-cultural. As fotografias da expedição ao Muantiânvua são acompanhadas pelo texto original do álbum em que foram publicadas no fim do século XIX. O texto que se ouve com as fotografias da Exposição do Mundo Português corresponde à primeira página do Diário de Notícias do dia da inauguração do evento. Finalmente, as imagens dos cartões postais são mostradas enquanto ouvimos o texto neles escrito.



No segundo documentário, “Kora”, com 70 minutos, deparamo-nos com um invulgar objeto guineense, cuja ficha de catalogação se encontra no Museu Nacional de Etnologia de Lisboa. Essa ficha resume o objeto, mas não dá a ouvir o seu som nem toda a história, misticismo, querelas geográficas e percurso etnográfico de um dos mais importantes instrumentos musicais da África Ocidental. O kora é tão importante para esta região africana quanto desconhecido por nós, ocidentais. Motivo de orgulho de nações que nasceram de tribos sem fronteiras, muitas das lendas levam-nos a Kansala, Guiné- Bissau e aos Djidius guineenses, personagens míticos desta sociedade, guardiães e intérpretes da sabedoria dos antepassados e da história épica de África Ocidental. Ouvimos na primeira as estórias que pulverizam a imaginação de quem as ouve, transportando-nos além tempo numa atmosfera única entre o real e o misticismo, toda uma população que ainda reclama o kora como único e seu.

 

 

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