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O presidente do Governo destacou, em Fall River, a importância de novas áreas de cooperação entre Portugal e os Estados Unidos no domínio da ciência e da investigação, mas alertou que isso não esgota a necessidade de se encontrar uma boa solução para o...

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Cordeiro quer uma boa solução para os impactos económicos da redução da presença dos EUA nas Lajes

Publicado por: Vitec
2016/08/29 12:10:21

O presidente do Governo destacou, em Fall River, a importância de novas áreas de cooperação entre Portugal e os Estados Unidos no domínio da ciência e da investigação, mas alertou que isso não esgota a necessidade de se encontrar uma boa solução para os impactos económicos e ambientais, na sequência da decisão norte-americana de reduzir a presença na Base das Lajes.

 

“Têm sido dados passos muito significativos para alicerçar esta relação, também, na perspetiva do conhecimento. Se é certo que partilhamos inteiramente dessa perspetiva, o facto é que ela não esgota os efeitos da decisão que foi tomada pela Força Aérea norte-americana. Ela deixa ainda em aberto aspetos essenciais e que têm a ver com as componentes económica e ambiental dessa decisão”, afirmou Vasco Cordeiro.

 

O presidente do Governo falava domingo num encontro com a Portuguese-American Leadership Council of the United States (PALCUS), que se realizou no âmbito das Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra, em que participa como Convidado de Honra.

 

Vasco Cordeiro frisou que é necessário salientar sempre a necessidade de uma boa resolução também nas componentes ambiental e económica, sem prejuízo de novas áreas de vanguarda para o desenvolvimento desta relação bilateral.

 

“É verdade que a relação entre Portugal e os Estados Unidos não se resume à Base das Lajes, mas a relação entre Portugal e os Estados Unidos tem na Base das Lajes e nos Açores um dos seus pilares essenciais. Falhando esse pilar, nada ficará como dantes”, afirmou Vasco Cordeiro, ao sublinhar que foi, também, a consciência dessa importância que levou a que tivessem sido envidados diversos esforços da parte do Governo dos Açores e de um conjunto de outras entidades sobre este processo.

 

“Recordo o trabalho que foi possível fazer em conjunto com representantes políticos estaduais e federais, permitindo, dessa forma, construir uma 'coligação de amigos' dos Açores, que levou, em grande medida, a que tivéssemos moldado uma decisão que não estava na nossa competência tomar”, sublinhou.

 

Nesse sentido, o presidente do Governo salientou que, ao nível dos trabalhadores portugueses, conseguiu-se que não se tenha verificado um único despedimento, já que todas as cessações foram por mútuo acordo, existindo, aliás, já a contratação de mais trabalhadores portugueses para a Base das Lajes.

 

Neste encontro, Vasco Cordeiro afirmou, por outro lado, que os Açores viveram nestes últimos quatro anos uma situação bastante desafiante ao nível social e económico,  a qual colocou uma grande pressão sobre as famílias e as empresas.

 

“Assumimos, desde a primeira hora, a responsabilidade de, até ao limite da nossa capacidade, poder dar a melhor resposta possível a estas situações de maior dificuldade, não deixando ninguém para trás”, através de uma rede de apoio em parceria com centenas de instituições privadas, garantiu Vasco Cordeiro.

 

No âmbito desta deslocação para participar nas Grandes Festas do Divino Espírito Santo, o presidente do Governo visitou sábado a Casa dos Açores da Nova Inglaterra, que está a comemorar o 25.º aniversário, onde se reuniu com a Direção e associados.

 

Foto/ Gacs

 

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