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Ministro Provincial da Ordem Franciscana em Portugal envia três frades menores para Convento de São Francisco, em Angra do Heroísmo.

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Ordem Franciscana dos Frades Menores reforça presença nos Açores

Publicado por: Vitec
2016/09/27 22:55:25
Foto/ Carlos Medeiros
Foto/ Carlos Medeiros

No próximo ano pastoral a Diocese de Angra volta a contar com a colaboração ativa de religiosos franciscanos da ordem dos Frades Menores a quem foram entregues, entre outras, as capelanias da Santa Casa da Misericórdia de Angra, Igreja da Misericórdia e Estabelecimento Prisional de Angra.

Depois de um período de quase dois anos em que estiveram apenas dois frades na Diocese, um em São Miguel e outro na Terceira, os Franciscanos, que tiveram um papel relevante na história do povoamento das ilhas, voltam a ser uma presença mais ativa na ilha Terceira.

Os Padres Fernando Valente da Silva Mota, José António da Silva Castro Lopes e António Manuel Vinhas Lopes, da Ordem dos Frades Menores, vão trabalhar com a Diocese de Angra.

São do Continente, sendo que apenas um tem uma experiência de vida no Convento do Funchal. Dois deles vêm da paróquia da Luz em Lisboa, onde os franciscanos possuem o Seminário da Luz.

Para além destas nomeações darão também assistência aos elementos das ordens seculares.

 

Ao todo, nos Açores, os Franciscanos são cerca de mil, distribuídos por 17 fraternidades espalhadas por São Miguel e pelo Faial, mas é na ilha Terceira que a comunidade é mais forte e mais numerosa.

Tal deve-se, segundo algumas opiniões, ao modelo como as fraternidades se foram instalando nas ilhas, nomeadamente à proliferação de fraternidades em espaço paroquial na ilha Terceira, como reconhece Duarte Chaves no artigo “A Venerável Ordem Terceira da Penitência, uma vivência na identidade franciscana no arquipélago dos Açores”, publicado no Boletim do Núcleo Cultural da Horta. O Corvo é a única excepção de uma presença mais vincada das três ordens desta enorme família religiosa.

 

Para além da contemplação, da oração e do estudo subjacentes às ordens monásticas, a esta acresceu sempre, desde o início, uma componente de evangelização socialmente mais interventiva em que a pobreza é tida como um modelo de virtude e a pregação um veículo para a difusão da sua mensagem, destacando-se, ainda a componente laical e de fraternidade entre eclesiásticos e leigos no interior da família franciscana.

Em termos nacionais, os Franciscanos dos Açores representam um terço dos Franciscanos portugueses e a sua história está muito relacionada com a história do arquipélago e com os cultos penitenciais da quaresma, o Espírito Santo e o Senhor Santo Cristo dos Milagres.

Ainda hoje, os Terceiros ocupam um lugar cimeiro na organização das procissões quaresmais, de entre as quais se destacam as procissões dos Passos e da Penitência, sendo esta última na ilha de São Miguel, conhecida como a “procissão dos Terceiros”.

 

De resto, esta é uma das principais atividades dos Terceiros que, nos Açores perderam protagonismo nas ações de cariz social com o surgimento de outros grupos dentro da Igreja.

Desde 2004 que os Terceiros Seculares dispõem no arquipélago do apoio espiritual da Ordem dos Frades Menores, com quem os seculares mantêm um vínculo forte.

No próximo dia 4 de outubro celebra-se em toda a igreja a Solenidade de São Francisco de Assis.

 

Texto/ Igreja Açores/ VITEC

Foto/ Carlos Medeiros 

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