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A Portaria publicada hoje proíbe a captura, manutenção a bordo, transbordo, desembarque, transporte e armazenamento, bem como a primeira venda de goraz até 31 de dezembro.

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Pesca de goraz proibida nos Açores até 31 de dezembro

Publicado por: Vitec
2016/12/23 21:53:15
Foto/ cienciaviva.pt
Foto/ cienciaviva.pt

A Secretaria Regional do Mar, Ciência e Tecnologia decidiu interditar, até ao final do ano, a pesca de goraz (Pagellus bogaraveo) em todas as ilhas dos Açores.

Uma Portaria publicada hoje em Jornal Oficial procede à interdição da pesca de goraz no arquipélago entre 24 e 31 de dezembro devido ao esgotamento da quota de captura para esta espécie atribuída à Região para este ano.

 

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia salientou que o facto de se ter atingido o limite de quota “é um sinal de que 2016 foi um bom ano para a pescaria do goraz” nos Açores, acrescentando que este ano o preço médio da primeira venda em lota para esta espécie foi de 15,37 euros, o que se traduz num aumento de 1,86 euros em relação a 2015.

Gui Menezes frisou ainda que o preço médio do goraz este mês foi de 27,60 euros, enquanto no período homólogo de 2015 se ficou pelos 24,58 euros.

“As medidas que o Governo dos Açores tem implementado para valorizar o pescado açoriano e, consequentemente, o aumento de rendimento dos pescadores têm dado resultados”, afirmou, defendendo a necessidade de "continuar a desenvolver o trabalho conjunto com as associações do setor no sentido de otimizar cada vez mais o valor deste importante recurso piscatório”.

O governante considerou que a implementação de um período de paragem desta pescaria em janeiro e fevereiro foi “uma medida inteligente de gestão de quota que coincidiu com a desova do goraz”, já que aquela “é uma das alturas do ano em que o valor em lota desta espécie está mais baixo”.

 

O titular da pasta das Pescas referiu ainda outras medidas implementadas pelo Governo dos Açores com vista à sustentabilidade dos stocks de espécies demersais costeiras, nomeadamente a criação de uma faixa de proteção de três e seis milhas náuticas proibindo a utilização do palangre de fundo e a criação de várias zonas de interdição à pesca.

Nesse sentido, Gui Menezes frisou que o relatório científico sobre o índice de abundância desta espécie, obtido este ano na campanha de investigação de espécies demersais, “aponta para a recuperação do stock de goraz no arquipélago, sendo um sinal animador para o futuro desta pescaria”.

 

O Secretário Regional recordou que os Açores sofreram uma redução de quota de 171 toneladas em 2016, correspondente a um corte de 25%, dispondo, por isso, de 507 toneladas que foram repartidas pelo conjunto da frota do arquipélago, ilha por ilha.

“Em 2017 e 2018, a quota para esta espécie vai manter-se nas 507 toneladas”, salientou, referindo os esforços dos governos da Região e da República em Bruxelas para que os Açores não sofressem mais cortes nesta pescaria.

A Portaria publicada hoje proíbe a captura, manutenção a bordo, transbordo, desembarque, transporte e armazenamento, bem como a primeira venda de goraz até 31 de dezembro.

 

Foto/ cienciaviva.pt

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