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Festas da Cidade Património arrancam esta quinta-feira e terminam no dia 2 de julho com grande coroação na Sé.

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Sanjoaninas celebram ligação de Angra às lutas liberais

Publicado por: Vitec
2017/06/21 21:09:56
Foto/ CMAH
Foto/ CMAH

As festas Sanjoaninas, que decorrem entre esta quinta-feira e o dia 2 de julho, em Angra do Heroísmo, assinalam os 180 anos da atribuição da Grã-Cruz da Torre e Espada e do nome Heroísmo à cidade e encerram com a grande coroação de todos os impérios da ilha na Sé de Angra.

 

De acordo com a organização todos os impérios da ilha (cerca de 70 irmandades) foram convidados a levar uma coroa e uma criança que será coroada na Catedral, pelo segundo ano consecutivo.

 

A procissão partirá do Liceu de Angra até à Sé e depois a coroação “armar-se-à” na Sé até ao Alto das Covas, onde será o bodo.

 

Ao que o Sítio Igreja Açores apurou também participarão nesta coroação as delegações convidadas da diáspora e das cidades irmãs de Angra do Heroísmo convidadas para as festas Sanjoaninas.

 

Para além da Coroação haverá também uma celebração eucarística na Sé de Angra, no dia 24, dia de São João Baptista, às 11h00. Estes dois momentos religiosos inserem-se nas festas Sanjoaninas, as maiores festas populares dos Açores que fazem convergir à ilha Terceira milhares de pessoas, todos os anos.

Este ano as festas estão centradas numa temática histórica que se prende com a ligação de Angra à causa liberal.

 

Foi de Angra que partiu D. Pedro IV, com o seu exército, para o desembarque no Mindelo, que permitiu aos liberais tomar a cidade do Porto.

A 12 de janeiro de 1837, a Rainha D. Maria II reconheceu o papel da população de Angra na vitória do liberalismo, na guerra civil portuguesa, atribuindo a Grã-Cruz da Torre e Espada e o título de “Sempre Constante” à cidade, por carta régia, e ordenando que se denominasse daí em diante de Angra do Heroísmo.

Angra já tinha o título de “Mui Nobre e Leal”, atribuído na sequência do apoio a D. António e às lutas contra o domínio espanhol.

A cidade foi a primeira do país a ser distinguida com a Grã-Cruz da Torre e Espada e a única durante uma monarquia.

 

Este ano, as festas concelhias, que comemoram o São João, assinalam a efeméride, tendo como tema “Muito Nobre, Leal e Sempre Constante Cidade de Angra do Heroísmo”, que dará mote para o cortejo de abertura das Sanjoaninas, quinta-feira à noite.

 

Apesar da festa de São João se ter esvaziado progressivamente do lado religioso, a verdade é que a realidade do homem que anunciou o Messias, nesta festa de solstício de verão, não ficou totalmente desprovida da sua presença. E, na Sé é sempre celebrada uma eucaristia específica que lembra a sua vida.

Durante 11 dias, Angra do Heroísmo celebra o São João com cortejos, marchas populares, espectáculos musicais, exposições, artesanato, gastronomia, tauromaquia e actividades desportivas, entre outras.

Este ano, as Sanjoaninas contam com 41 marchas a desfilarem nas principais ruas da cidade, divididos por duas noites, que vêm das ilhas de São Miguel, do Faial, do Pico, de São Jorge e da cidade do Funchal, além dos grupos da casa.

São João é, tal como Santo António e São Pedro, um santo popular muito festejado nos Açores. É conhecido por ser um santo protetor dos casados e dos doentes. Foi o santo que batizou Jesus Cristo.

A festa é celebrada em várias localidades açorianas, mas a cidade onde os festejos são maiores é em Angra do Heroísmo, onde o dia 24 de junho é feriado municipal.

 

Texto/ Igreja Açores/ Lusa/ Vitec

Foto/ CMAH

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