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Os destroços do submarino alemão ‘U-581’, afundado em 1942, a sul da ilha do Pico, irão ser classificados como património arqueológico subaquático, anunciou o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia.

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Submarino da II Guerra Mundial irá receber classificação de património arqueológico

Publicado por: Vitec
2017/09/12 20:07:44
Foto/ Gacs Açores
Foto/ Gacs Açores

Os destroços do submarino alemão ‘U-581’, afundado em 1942, a sul da ilha do Pico, irão ser classificados como património arqueológico subaquático, anunciou o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia.

 

Segundo Gui Menezes, “as secretarias regionais da Educação e Cultura e do Mar, Ciência e Tecnologia irão classificar este naufrágio como património arqueológico, pelo seu valor histórico e cultural, mas também pelo seu valor científico”.

 

O Secretário Regional do Mar falava a bordo do catamaran Ada Rebikoff, depois de um mergulho no submersível ‘LULA 1000’ ao submarino alemão ‘U-581’, ao largo de São Mateus do Pico, a quase 900 metros de profundidade.

Para além do valor histórico deste submarino, que representa a importância dos Açores no grande conflito mundial de 39-45, existe “muito interesse científico”, disse Gui Menezes, referindo que serão realizados trabalhos de investigação com base em amostras recolhidas dos organismos que, entretanto, se fixaram ao casco do submarino.

 

O ‘U-581’ é um recife artificial, datado, para estudar a recolonização do oceano profundo, relevante, por exemplo, para o estudo dos processos de recuperação de habitats degradados por atividades humanas.

“Ao sabermos a data em que submarino foi afundado [fevereiro de 1942], ou seja, o ‘ponto zero’ da colonização por certos organismos, como corais e esponjas de águas frias, é possível saber a sua idade e a taxa de crescimento”, referiu.

 

Os destroços do ‘U-581’ foram encontrados o ano passado pela Fundação Rebikoff-Niggeler a bordo do ‘LULA 1000’.

 

Gui Menezes frisou a importância deste submersível enquanto “plataforma de investigação, com características operacionais únicas” para a documentação vídeo do mundo submerso e para a recolha de #informação científica extremamente valiosa para o conhecimento do mar profundo dos Açores”.

 

“Através do ‘LULA 1000’ tem sido possível documentar em vídeo muitos habitats e espécies do oceano profundo na Região, algumas desconhecidas, e recolher informação georreferenciada sobre a biodiversidade do nosso mar”, disse, destacando também o trabalho da Rebikoff-Niggeler na projeção da Região no exterior através das colaborações que tem desenvolvido com canais televisivos, como a BBC e a National Geographic, na produção de documentários sobre vida marinha.

 

O titular da pasta do Mar afirmou ainda que “a divulgação das imagens recolhidas pelo ‘LULA 1000’ permite ao grande público ter contacto com um mundo desconhecido, chamando a atenção para a riqueza dos nossos mares, que deve ser preservada”.

Sediada no Faial desde 1994, a Fundação Rebikoff-Niggeler é atualmente parceira do Governo dos Açores num projeto de monitorização de lixo marinho de fundo, enquadrado no Plano Estratégico para o Ambiente Marinho dos Açores (PEAMA), contribuindo para o Plano de Ação para o Lixo Marinho nos Açores (PALMA), através de imagens recolhidas pelos submersíveis LULA 500 e LULA 1000. 

 

Foto/ Gacs Açores

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