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Infraestrutura militar é a principal porta de entrada do turismo terceirense e uma plataforma indispensável para a mobilidade de residentes e visitantes.

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OPINIÃO: Na BASE do desenvolvimento

Publicado por: Vitec
2017/10/03 19:51:42
Fotos/ Direitos Reservados
Fotos/ Direitos Reservados

A simbiose de natureza civil-militar assume na Base Aérea N.º4 (BA4) uma realidade prática que se revela inigualável no panorama nacional. O conceito tem sido traduzido numa coexistência que se insere na valorização do princípio de duplo uso, designadamente no que concerne à articulação desta Unidade militar com o transporte aéreo civil. Este relacionamento começou a descolar sobretudo a partir anos 70, época em que a Força Aérea cedeu ao Governo Regional dos Açores um hangar e anexos com a finalidade de aí instalar a Aerogare Civil das Lajes.

 

Atualmente, esta ligação tem um impacto diário na atividade dos militares da Base das Lajes, ocorrendo cumulativamente com outras tarefas que os castrenses executam no seu quotidiano, especificamente: no espectro da defesa e segurança, no quadro dos compromissos internacionais assumidos na busca e salvamento, e no âmbito do interesse público como sejam as evacuações aéreas de doentes interilhas. Na verdade, a BA4 é, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, a sexta maior infraestrutura aeronáutica nacional em termos de volume de tráfego aéreo comercial - as outras são aeroportos geridos e operados unicamente por entidades civis - sendo, ainda, o aeroporto do país com mais passageiros em voos de trânsito direto de companhias nacionais; tendo passado por esta pista militar mais de 630.000 passageiros durante o ano de 2016, com destinos e origens em voos regionais, nacionais e internacionais.

 

Trata-se de um panorama que não pode deixar de impressionar, tendo em conta que aproximadamente 80% dos voos na Base das Lajes são civis mas os serviços aeronáuticos estão a cargo, quase na sua totalidade, da componente militar. A BA4, trabalhando de forma combinada com a homóloga americana, presta um apoio transversal: desde os controladores (na torre e no radar) e o serviço de meteorologia, até à limpeza da pista e a mitigação de risco das aves, passando pela incumbência da assistência a aeronaves civis em emergência, a coordenação através do centro de operações e o garante da operacionalidade das ajudas à navegação, entre muitos outros.

 

Aliás, de janeiro a agosto do presente ano, foram solicitados à Base Aérea N.º 4 um total de 8244 movimentos civis relativos a voos de serviço aéreo, praticados por variadas companhias comerciais e privadas - pedidos que foram aprovados a 100%, mesmo quando chegaram em cima da hora ou até post factum - e, suplementarmente, foram contabilizadas 8515 solicitações para que a Base assegurasse a condição de aeródromo alternante - também aqui todos os processos foram atendidos em tempo, sendo igualmente a taxa de autorização de 100%.

 

A aviação tornou o mundo mais pequeno ao encolher as distâncias, algo que se torna ainda mais pertinente no universo açoriano rodeado por água. Nesta moldura, o aeroporto militar das Lajes patenteia uma série de mais valias que conferem uma mobilidade acrescida à população. Com efeito, a BA4 é o único aeroporto da Região Autónoma dos Açores (RAA) aberto em regime de 24 horas e tem a maior pista do arquipélago, a qual é, adicionalmente, a única “grande” faixa de aterragem das 7 ilhas do grupo central e ocidental.

 

Acima de tudo e como parceiro responsável, esta Unidade militar busca a excelência dos padrões e regulamentos nacionais e internacionais. Uma postura fundamental para granjear a confiança dos açorianos num transporte aéreo seguro, disponível os 365 dias do ano, e crucial para alimentar o turismo gerador de preciosas receitas para a RAA, em geral, e a ilha Terceira, em particular.

 

Coronel Piloto Aviador César Rodrigues

Comandante da Base Aérea N.º 4, Lajes.

 

 

 LEGENDA DAS FOTOS: 

 

1 - Devido à inutilização durante algumas horas da placa junto à ACL, chegaram a estar parqueadas, em simultâneo, 5 aeronaves civis na placa militar, referentes a voos comerciais da SATA, TAP e Azores Airlines (foto: 17 de julho).

 

2 - Durante esta época de verão a Base Aérea Nº4 tem acolhido frequentemente na sua placa aeronaves estrangeiras, quer civis quer militares (foto: 30 de junho).

 

3 - Operações na placa militar. Ao fundo, aeronave da Omni Air International; mais perto, passageiro da American Airlines recebe assistência por parte da BA4, SRPCBA e bombeiros americanos (foto: 30 de junho).

 

4 - Em primeiro plano: avião G-1, sediado na BA4 durante cerca de 2 meses, em preparativos para mais um voo de pesquisa atmosférica; e aeronave militar C-295, de alerta, aguardando chegada da equipa médica do HSEIT, a fim de realizar a evacuação de um doente das Flores para o Faial. Enquanto isso, um comercial de longo curso B772 aterra em emergência médica, interrompendo o seu voo transatlântico de Milão para Miami (foto: 30 de junho).

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