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O seu coração bate entre Portugal e Espanha. Em nome dos toiros e da festa brava. João Pedro Silva, natural de Angra do Heroísmo, mais conhecido por Açoriano, é um dos poucos bandarilheiros açorianos profissionais com participação activa nas praças lus...

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QUESTIONÁRIO João Pedro Silva: "Ser toureiro é uma graça divina"

Publicado por: Vitec
2017/10/31 19:17:29
Foto/ Pedro Batalha
Foto/ Pedro Batalha

O seu coração bate entre Portugal e Espanha. Em nome dos toiros e da festa brava. João Pedro Silva, natural de Angra do Heroísmo, mais conhecido por "Açoriano", é um dos poucos bandarilheiros açorianos profissionais com participação activa nas praças lusas e de “nuestros hermanos”. Em 2016 recebeu o troféu para o Melhor Bandarilheiro e Peão de Brega instituído pela Tertúlia Tauromáquica Festa Brava, de Azambuja.

 

Ser toureiro é uma graça ou uma maldição?

Poder com um simples capote ou umas bandarilhas frente a um toiro bravo e imponente, conseguir criar algo belo e artístico que emocione e inspire as pessoas, é uma graça divina.

 

Capote ou bandarilhas?

Para se ser um toureiro completo há que dominar todas as sortes e todos os tércios de uma lide.

Tourear bem de Capote é uma utopia que tento atingir pelo apaixonante e difícil que é. Bandarilhar bem é um evoluir diário de um dom natural que tive desde cedo e que quero chegar o mais perto possível da perfeição.

 

Pasodoble preferido?

“La Virgen Macarena”, tocado à trompete pelo meu avô Luís Cadete.

 

E um fado?

Melodia em Fado Menor... (agora a Letra depende do estado de espírito na altura)

 

Cracas à mesa ou castanhas à lareira?

Desde que esteja na Terceira posso ter as duas coisas. O mar por companhia nas cracas e o lume nas castanhas. Com lapas era fácil de escolher.

 

Petisco imperdível num "quinto toiro"?

A companhia de bons aficionados para falar de toiros até embriagar.

 

Um filme emocionante?

O filme da nossa vida.

 

Montar a cavalo será mais apaixonante ao anoitecer?

No dorso de um cavalo, acima do chão que nos queima os pés de tanto caminhar nas dificuldades do dia-a-dia e ao longe o sol a esconder-se como se nos deixasse a sós, é o escape ideal para a mente e para a alma e esquecer os problemas da vida.

 

Duas vistas panorâmicas de tirar o fôlego?

Olhar olhos nos olhos um toiro bravo no campo. E a nossa Serra do Cume.

 

Visitar a ilha Terceira passa por um passeio demorado no Mato?

Onde está o toiro estarei eu... Por isso o mato será sempre o meu local de peregrinação sagrado.

 

Viver de olhos postos no mar ou perder-se no verde da montanha?

O mar, porque como nós tem vários estados de ânimo.

 

Quais as palavras primordiais do teu vocabulário?

Verdade, Respeito, Valor, Arte, Toiro.

 

O que não pode faltar num regresso a casa?

Uma consciência tranquila de ter feito tudo o que podia por mim e pelos meus.

 

E na cesta de compras do supermercado?

O que agrade aos meus amigos para poder com eles passar um agradável serão e tirar um bom petisco.

 

Foto/ Pedro Batalha 

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