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Na Recreio dos Artistas, em Angra do Heroísmo, de 16 a 19 de novembro.

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Cine- Atlântico Mostra de Cinema Português Mar e Ilhas

Publicado por: Vitec
2017/11/17 13:42:06
A segunda edição da mostra de cinema português Cine Atlântico arrancou esta quinta-feira, em Angra do Heroísmo, prevendo a exibição de nove filmes, três dos quais ligados à temática do mar e das ilhas.
 
 
“Vão ser quatro dias em que vamos ter oportunidade de oferecer ao público angrense aquilo que de mais atual se está a fazer no cinema português, voltando sempre a insistir que o cinema português, ao contrário do que muita gente pensa, não é maçador, não é enfadonho, é de muito boa qualidade, tanto mais que vai ao estrangeiro e arrecada prémios”, adiantou Jorge Paulus Bruno, presidente do Cine-Clube da Ilha Terceira (CCIT), que organiza a mostra.
 
 
A iniciativa é um “embrião” de um festival internacional, com competição, sobre mar, ilhas, viagens e aventuras, que o Cine-clube quer organizar nos Açores, mas que ainda não avançou por falta de recursos financeiros.
 
“Já introduzimos aqui em três sessões a aproximação ao tema do mar e das ilhas. Estamos convictos de que nos próximos anos, se não mesmo já no próximo, possamos focarmo-nos apenas no mar e nas ilhas, mas para isso não pode ser apenas cinema português, porque não há”, disse o presidente do Cine-clube.
 
 
A primeira edição, em 2016, contou com uma adesão acima das expectativas da organização.
 
“Salvo erro deve ter rondado o meio milhar de espetadores, o que para uma ilha como a ilha Terceira, para uma primeira mostra de cinema, sabendo que o cinema português afasta de certo modo as pessoas, considerámos um balanço bastante positivo”, apontou Jorge Paulus Bruno.
 
Outro dos objetivos do Cine-clube é dotar de melhores condições de projeção e som a sala da Sociedade Filarmónica de Instrução e Recreio dos Artistas, que acolhe o festival, mas esteve encerrada durante várias décadas.
 
“A mostra está no terreno não nas melhores e nas ideais condições que gostaríamos a nível técnico, mas é preferível avançarmos assim do que estarmos parados”, salientou o presidente do CCIT.
 
O Cine Atlântico arrancou na quinta-feira com A Fábrica de Nada, de Pedro Pinho, recentemente galardoado no Festival de Cinema de Sevilha com o prémio de melhor filme.
 
 
Hoje, sexta-feira, é exibido o filme mais antigo da mostra, Mudar de Vida, de Paulo Rocha, que expressa a realidade de uma comunidade piscatória, seguido de Perdidos, de Sérgio Graciano, rodado na ilha de Porto Santo, no arquipélago da Madeira.
 
No sábado, dia 18, é prestada uma homenagem ao realizador António Macedo, falecido recentemente, com o documentário Nos Interstícios da Realidade – O Cinema de António Macedo, de João Monteiro.
 
Será também exibido o documentário Luz Obscura, de Susana Sousa Dias, e o filme Al Berto, de Vicente Alves do Ó, um drama biográfico sobre o poeta português.
 
A mostra encerra no domingo, dia 19, com Treblinka, de Sérgio Tréfaut, vencedor do melhor Filme Português no IndieLisboa 2016, Coração Negro, de Rosa Coutinho Cabral, rodado na ilha do Pico, nos Açores, e Peregrinação, de João Botelho, inspirado na obra de Fernão Mendes Pinto.
 
Para além dos realizadores João Monteiro, Rosa Coutinho Cabral e Susana Dias, a mostra contará com a presença do produtor Leonel Vieira e da atriz Isabel Ruth, que participou nos filmes Mudar de Vida e Treblinka.

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