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Texto/ Carlos Armando Costa Foto/ CMPV

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OPINIÃO: Outono Vivo 2017

Publicado por: Vitec
2017/11/17 14:56:15
Foto/ CMPV
Foto/ CMPV

 

Assim terminou mais uma edição do Outono Vivo. Este ano subordinado ao tema “Festa Redonda”, a 12ª edição trouxe-nos um conjunto de tertúlias, apresentações e debates recheados de conhecimento e aprendizagem. Aspeto este que torna o Outono Vivo um dos eventos mais ricos, se não o mais rico de toda a Região Autónoma dos Açores.

Falámos do que é nosso, dos tempos antigos e dos tempos modernos. Do que fomos, do que queremos ser e do que vamos ser. Teatro, Documentários, Dança, Arte, Literatura, Música e Gastronomia fizeram e continuarão a fazer parte da riqueza deste evento cultural.

 

Preocupámo-nos não só em trazer aquilo que é “de fora” mas também em valorizar aquilo que é de cá. A identidade açoriana, a característica terceirense e a genuinidade praiense estiveram bem presentes.

Não falámos apenas de Nemésio, personalidade tão ilustre e de formidável escrita. Falámos destes tempos que se querem modernos, com novos horizontes ou horizontes adaptados às circunstâncias atuais. Das novas técnicas, dos novos desafios.

 

Como em tudo, devemos ter a humildade de assumir que há mais a fazer e a melhorar. Para o próximo ano temos mais Outono Vivo. Como primeiro responsável pela cultura no concelho devo aqui fazer um agradecimento especial bem como reconhecer o empenho e dedicação dos colaboradores da Cooperativa Praia Cultural, da Associação Salão Teatro Praiense e do próprio Município que compreenderam o momento pelo qual passámos no pós eleições autárquicas e que com muita sensibilidade e gosto souberam pôr de pé todo este certame. Devo reconhecer também o trabalho executado pelos parceiros externos. Agradeço ainda a todos os escritores, oradores e outros intervenientes que aceitaram estar presentes e que abraçaram com todos os funcionários este desafio que foi construir e abrir portas para mais uma edição do Outono Vivo.

São iniciativas como esta que trazem resultados para a cidade, potenciando e dinamizando-a. Falamos em centenas de pessoas que visitam a feira, vão ao Outono Vivo e acabam por não fazer apenas e só esse circuito quando com esse propósito visitam a cidade. A envolvência que se cria com os hotéis, restaurantes, cafés e bares é fundamental para a dinâmica que se quer e que é tão desejada. O Outono Vivo não se fecha nas portas da Academia ou do Auditório do Ramo Grande. É e continua a caminhar para ser ainda mais que isso!

 

É através da cultura que conseguimos mostrar aquilo que somos e aquilo que queremos ser. Este não é apenas um pilar autárquico mas acima de tudo um polo dinamizador para todo o concelho, do Porto Martins aos Biscoitos, da beira-mar ao interior.

Fizemos do Outono Vivo uma “Festa Redonda” no seu todo. A nossa cultura e as nossas tradições foram sem dúvida a base de construção desta 12ª edição que agora terminou. Que assim seja e assim continue a ser entrelaçando tudo isso com os tais “Tempos Modernos” a que me referi.

 

Termino esta crónica citando Vitorino Nemésio que tantas vezes se dedicou à escrita sobre a nossa cidade:

“Quatro torres tem a Praia:

Espital, Cambra e Matriz;

Falta a Torre do teu peito,

Quem no sabe é quem no diz!”2

 

 

Texto/ Carlos Armando Costa

Foto/ CMPV

 

 

1Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Praia da Vitória

2Vitorino Nemésio em “Festa Redonda”     

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