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Texto/ Emanuel Areias Foto/ CMAH

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OPINIÃO: Angra, a afetiva e a histórica

Publicado por: Vitec
2017/12/06 17:25:16
Foto/ CMAH
Foto/ CMAH

No dia 7 de Dezembro, pelas 20h, haverá uma sessão evocativa do 34º aniversário da classificação do Centro Histórico de Angra do Heroísmo como Património Mundial, a decorrer no Salão Nobre dos Paços de Concelho da Câmara Municipal. Fui convidado a participar na comemoração, na qual irei fazer uma exposição acerca de Angra do Heroísmo, em duas perspetivas: a afetiva e a histórica.

É com imenso entusiasmo que participo em tão nobre sessão, elogiando grandemente a decisão da autarquia em dar voz aos mais jovens. O caminho faz-se através da valorização intergeracional, e este é um exemplo concreto do bom caminho trilhado pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.  

 

À minha exposição dei o nome de “Cidade do Mundo – Angra afetiva, Angra histórica”. Procurarei evidenciar, primeiramente, o valor da ilha como um todo, numa perspetiva integrada, uma vez que a história da ilha mistura-se com a história das suas cidades. Posteriormente, recorrendo às descrições e emoções de alguns autores, e aos meus próprios sentimentos, farei uma abordagem de Angra afetiva. Quanto à Angra histórica, embora haja muito a dizer, penso que a bravura e fidelidade da nossa terra, seja o retrato que melhor constata a sua grandeza. 

 

Para mim, Angra é o rosto de um passado triunfante, de crer, de garra e força diante das mais hediondas circunstâncias que a afetaram. Angra perfila-se como uma das mais bonitas cidades que os homens conceberam, pelo seu traçado urbano único. Angra figura no mapa mental do império perdido e é em Angra que ganhamos a ilusão de ainda estar no centro do globo. Sentimo-nos dentro de um labirinto de saudade que relembra a grandeza histórica do passado, ao mesmo tempo que embarcamos num rasgo de esperança rumo ao futuro.

Angra é dominante, cativante – domina o mar, domina os caminhos da História, domina os homens, domina a natureza, porque mesmo destruída, regenera-se, melhora-se, recria-se. A Angra de hoje tem um rosto lavado, é limpa e serena, e é herdeira das vitórias que lhe fez cidade do mundo. 

 

Texto/ Emanuel Areias 

Foto/ CMAH

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