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A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) alertou hoje para a necessidade de revisão do actual modelo de transporte inter-ilhas, nomeadamente a questão dos custos das passagens, das frequências do...

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Câmara do Comércio dos Açores defende revisão do modelo de transporte inter-ilhas

Publicado por: Vitec
2018/05/22 22:08:19
Foto/ Paulo Melo/ Facebook da SATA
Foto/ Paulo Melo/ Facebook da SATA

A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) alertou hoje para a necessidade de revisão do actual modelo de transporte inter-ilhas, nomeadamente a questão dos custos das passagens, das frequências dos voos e da organização dos meios.

 

"A Assembleia-Geral considera que o transporte inter-ilhas se está a revelar um forte constrangimento à mobilidade de residentes e à desejada disseminação dos visitantes, que chegam, sobretudo e em números expressivos, através das 'gateways' que se encontram liberalizadas", sublinha a CCIA, em comunicado enviado às redacções.

 

O organismo reuniu em 18 de maio, na Horta, no Faial, tendo aprovado o relatório de actividades e contas relativas a 2017 e analisado e reflectido sobre a situação socioeconómica regional, bem como sobre diversos assuntos de interesse para as empresas e para a economia regional em geral.

 

Segundo a CCIA, o modelo de transporte aéreo com o exterior "continua a funcionar globalmente de forma satisfatória", mas são feitas críticas ao actual modelo de transporte entre as ilhas, assegurado pela transportadora aérea regional SATA.

 

"O actual modelo só funciona adequadamente, se houver capacidade de resposta da transportadora regional, situação que não se está já a verificar mesmo antes da época alta. Esta é uma situação que preocupa profundamente a Assembleia-Geral, que entende alertar as entidades competentes para a necessidade de ser revisto o modelo de transporte inter-ilhas, que está a afectar negativamente principalmente as ilhas mais pequenas", sublinha o organismo.

 

Para além disso, "um dos aspectos que deve ser ponderado e alterado é o da forma como vem funcionando o sistema obrigações de serviço público nas três 'gateways' que não foram objecto de liberalização" do espaço aéreo.

 

E concretiza o texto: "O resultado é manifestamente insatisfatório, comparativamente com a situação que se regista nas 'gateways' que se encontram liberalizadas [Ponta Delgada, em São Miguel, e Lajes, na Terceira]. As ilhas com as 'gateways' de obrigação de serviço público estão entre as que menos cresceram no passado recente".

 

No mesmo comunicado, o organismo reitera a posição que a Câmara "tem vindo a defender ao longo dos últimos anos" de que "o actual modelo" de transportes marítimos "não serve adequadamente a economia regional, gerando uma insatisfação permanente das empresas" face "aos custos e ao não cumprimento de rotas e escalas previamente definidas".

 

O organismo está preocupado com "o desemprego oficial e efectivo, os riscos de pobreza, o abandono escolar e o insucesso escolar", considerando que continuam a ser praticamente "inexistentes os recursos públicos" canalizados para a qualificação e requalificação dos trabalhadores.

 

A CCIA realça "o papel imprescindível que tem tido a actividade económica privada na criação de postos de trabalho sustentáveis e o seu papel incontornável como única via para a continuação deste processo".

 

A entidade reafirma também a importância de "aliviar" a carga fiscal sobre as empresas e as famílias.

 

Texto/ Lusa/ Vitec

Foto/ Paulo Melo / Facebook SATA

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