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Texto/ Liduíno Borba geral@liduinoborba.com   O Carnaval da Ilha Terceira, espalhado “por esse mundo fora”, tem este ano cerca de 130 danças, bailinhos ou comédias para atuar em imensos palcos. Começou pouca...

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OPINIÃO: Terceira, América e Canadá com 130 danças ou bailinhos

Publicado por: Vitec
2019/03/05 13:31:20
Foto/ Capa do livro “Danças de Entrudo nos Açores”, de Augusto Gomes, BLU edições 1999
Foto/ Capa do livro “Danças de Entrudo nos Açores”, de Augusto Gomes, BLU edições 1999

Texto/ Liduíno Borba

geral@liduinoborba.com

 

O Carnaval da Ilha Terceira, espalhado “por esse mundo fora”, tem este ano cerca de 130 danças, bailinhos ou comédias para atuar em imensos palcos.

Começou poucas semanas antes do Carnaval com a atuação dos bailinhos da terceira idade, em várias sociedades da ilha Terceira. Foram 16 no seu total que atuaram de forma organizada, em rotação por diversos palcos previamente escolhidos e combinados. Há anos que esta iniciativa se mostra às gentes da Terceira, merecendo muita admiração de quem vê. Deixar aqui uma palavra de incentivo aos autores desta boa organização.

Para o fim de semana de Carnaval, que este ano vai da sexta-feira 1 à terça-feira 5 de março, a ilha Terceira tem 67 danças, bailinhos e comédias para passarem pelos mais de 30 palcos das sociedades recreativas da ilha. Toda esta gente põe cerca de metade da ilha a fazer e a ver o Carnaval. As sociedades enchem-se, os amigos encontram-se as cervejas, sumos e sandes fervilham nos bares. A ilha movimenta-se, como nunca duma só vez.

 

Ainda pela ilha Terceira não deverá ser muito difícil de encontrar mais “meia-dúzia” de bailinhos de crianças ensaiados e exibidos pelas escolas e colégios, como é de costume.

Para a América e Canadá as tradições foram na mala dos nossos emigrantes, que tudo fazem para não as deixar morrer e muitas vezes ainda as engradecer. Na Costa Leste (Nova Inglaterra) estão programadas 19 danças ou bailinhos. 18 irão percorrer os diversos salões das localidades, por vezes bem distantes, duma forma organizada e planeada, por uma organização que todos anos reúne com todos os interessados, para que tudo corra bem e tem conseguido. Dos 19 referidos, o Bailinho de Cambridge, vem atuar ao Carnaval da ilha Terceira.

 

Ainda na América, a Califórnia conta com 15 danças ou bailinhos que se irão exibir pelos salões daquele grande Estado norte-americano, também com atuações planeadas e programadas, já que as distâncias, por vezes, ultrapassam as 6 horas de viagem de autocarro.

O Canadá também marca a sua presença neste Carnaval, como sempre. São 10 danças ou bailinhos de Carnaval, que irão se apresentar pelos diversos salões das sociedades culturais, fundadas pelos portugueses. Destes 10, dois vêm atuar no Carnaval da ilha Terceira e um vai à Costa Leste.

Este ano, temos a informação de existirem 2 danças de espada, para atuarem na ilha Terceira, uma vinda de Toronto e outra da própria ilha, da localidade da Casa da Ribeira, concelho da Praia da Vitória.

 

O intercâmbio entre a ilha Terceira e a nossa diáspora prossegue em boa forma. A ilha Terceira recebe um bailinho da Costa Leste e uma dança de espada do Canadá, para além de elementos que vieram da emigração para integrarem diversos bailinhos e danças. Da ilha Terceira foram elementos para a diáspora para se integrarem lá nessas manifestações carnavalescas, incluindo puxadores, para além dos diversos enredos que para lá seguiram.

A ilha Terceira é um viveiro de poetas e por todo o lado se encontra alguém que sabe fazer e escrever um enredo. O mesmo acontece nas nossas comunidades emigradas. São muito e bons. O nome que mais se salienta é de Hélio Costa, que só este ano, mesmo meio adoentado, teve à sua conta 40 assuntos escritos, que se vão somar aos 1242 que já escreveu até à data. É obra…

As sociedades, por onde passa esta gente toda, preparam-se com recheadas mesas para bem receberem os agrupamentos que ali atuam. Só vendo para creditar. E nunca falta nada… Mas também os bares estão sempre bem preparados para não deixar ninguém com fome ou sede.

Criticam, por vezes, os terceirenses por ser muito festeiros e trabalharem pouco. Enganam-se os críticos. É que fazer uma festa dá muito trabalho. E além disso: divertem-se com a festa; gozam com a festa; comem e bem na festa; e ainda ganham dinheiro com a festa.

O futuro do Carnaval terceirense está assegurado. É só ver a quantidade de gente envolvida e principalmente os mais novos…

Até as novas tecnologias já fazem parte do Carnaval. Há uma APP criada “Carnaval Ilha Terceira”, assim se chama, para se poder acompanhar a movimentação dos bailinhos.

 

Meia ilha está parada

Mas é por nossa vontade

A festa está montada

Mas parte é organizada

Atrás p’la outra metade,

 

Viva o Carnaval

Casa da Terra Alta, 28 de fevereiro de 2019.

 

 

Foto/ Capa do livro “Danças de Entrudo nos Açores”, de Augusto Gomes, BLU edições 1999

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