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O presidente do Governo dos Açores disse hoje que a decisão dos EUA sobre as Lajes é uma monumental bofetada na cara do Estado português e anunciou que vai pedir audiências urgentes ao Presidente da República e ao primeiro-ministro.

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Governo dos Açores fala em "monumental bofetada na cara do Estado português"

Publicado por: Vitec
2015/01/08 19:30:49

O presidente do Governo dos Açores disse hoje que a decisão dos EUA sobre as Lajes é "uma monumental bofetada na cara do Estado português" e anunciou que vai pedir audiências urgentes ao Presidente da República e ao primeiro-ministro.

"A imagem que me ocorre é a de uma monumental bofetada na cara do Estado português. Por todo o esforço diplomático que foi colocado neste processo, por todo o empenho que aos mais variados níveis do Estado português foi colocado neste assunto, por tudo aquilo que foi feito, pela contínua disponibilidade manifestada ainda há dois dias pelo senhor ministro dos Negócios Estrangeiros para trabalhar com os Estados Unidos quanto a um bom desfecho sobre este assunto", disse Vasco Cordeiro aos jornalistas, em Ponta Delgada.

O presidente do executivo açoriano disse que ainda hoje vai pedir audiências com caráter de urgência ao Presidente da República, Cavaco Silva, e ao primeiro-ministro, Passos Coelho, "uma vez que a palavra está agora do lado do Estado português”.

Vasco Cordeiro lembrou que "ainda há dois dias" o ministro Rui Machete afirmou que "o desfecho" do processo das Lajes poderia ter "um impacto nas relações bilaterais entre Portugal e os Estados Unidos da América [EUA]".

"Pois muito bem, o desfecho é conhecido e importa agora passar das palavras aos atos", afirmou.

Além da questão diplomática com os EUA, Vasco Cordeiro disse que o Governo português não pode adiar mais “o acionamento de meios que possam ajudar a lidar com o impacto social e económico desta decisão” na ilha Terceira.

 

"E não pode também o Estado português deixar de responsabilizar os EUA pela necessidade de ajudar a lidar com esse impacto social e económico", acrescentou.

Para Vasco Cordeiro, é "essencial que se perceba que este não é um assunto entre o Governo dos Açores e os EUA", mas "um assunto entre o Governo da República portuguesa e o Governo dos EUA".

"E não pode a República portuguesa beneficiar do acordo [bilateral com os EUA] e agora não se chegar à frente naquilo que é a sua responsabilidade", acionando "meios para fazer face a esta situação" e também "chamar à responsabilidade quem durante quase 60 anos utilizou a Base das Lajes nos termos em que utilizou", considerou.

Vasco Cordeiro disse que o Governo dos Açores não tem conhecimento de haver qualquer contrapartida dos EUA pela retirada de militares das Lajes, acrescentando ser "curioso" que Portugal seja o único país referido no relatório hoje divulgado com "perda total e absoluta".

 

"Todos os outros países têm uma recomposição de forças. Mesmo que haja alguma perda, há uma recomposição de forças ", referiu.

Defendendo que "chegou a altura de encarar este assunto de frente", adiantou que, da parte do Governo dos Açores, serão acionados nos próximos dias mecanismos para "abordagem e reativação de alguns processos que já estavam em curso e que não tiveram visibilidade" nos últimos dois anos.

 

A decisão hoje divulgada pelos EUA é a mesma que havia sido inicialmente anunciada há dois anos.

"Da parte do Governo dos Açores, tudo fizemos, tudo estamos a fazer e tudo faremos para defender a ilha Terceira e para defender também os interesses dos Açores nesta matéria", assegurou, dizendo acreditar que "mais do que nunca é preciso continuar a lutar".

Os EUA anunciaram hoje uma redução gradual dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes, nos Açores, de 900 para 400 pessoas, ao longo deste ano. Os civis e militares norte-americanos passarão de 650 para 165.

A informação foi dada pelo embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Robert Sherman, numa conferência de imprensa.

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