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O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Bebidas e Similares, Comercio, Escritórios e Serviços dos Açores (SABCES) considerou hoje que o Estado português não se soube impor na negociação com os Estados Unidos sobre a Base das Lajes.

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Sindicato critica postura de Portugal nas negociações com os Estados Unidos

Publicado por: Vitec
2015/01/08 19:38:09

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Bebidas e Similares, Comercio, Escritórios e Serviços dos Açores (SABCES) considerou hoje que o Estado português não se soube impor na negociação com os Estados Unidos sobre a Base das Lajes.

"O que nos preocupa, tratando-se de uma negociação, é a fragilidade do Estado português", salientou, em declarações à Lusa, Vítor Silva, considerando que Portugal "devia impor como condição a manutenção do atual número dos trabalhadores portugueses".

Os Estados Unidos anunciaram hoje uma redução gradual dos trabalhadores portugueses da Base das Lajes, nos Açores, de 900 para 400 pessoas, ao longo deste ano. Os civis e militares norte-americanos passarão de 650 para 165.

 

A informação foi dada pelo embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Robert Sherman, numa conferência de imprensa.

Para o dirigente do SABCES, um dos sindicatos que representam os trabalhadores portugueses da Base das Lajes, esta decisão pode ter "consequências nefastas" na região do ponto de vista económico e social.

"Esta situação é lamentável. Todo este processo tem sido lamentável", frisou, alegando que a redução "já vem sendo posta em prática há muito tempo", com impacto na economia local, nomeadamente na restauração e no mercado imobiliário.

Vítor Silva considerou que a postura dos norte-americanos exige uma "posição diferente do Estado português", porque Portugal não está a retirar contrapartidas da utilização da Base das Lajes.

 

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, concelho onde está situada a Base das Lajes, remeteu declarações para mais tarde, tendo em conta que ainda não teve conhecimento oficial do que foi transmitido pelos Estados Unidos ao ministro da Defesa português.

Também o presidente da Comissão Representativa dos Trabalhadores portugueses na Base das Lajes recusou prestar declarações até reunir toda a informação sobre esta matéria.

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