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O presidente do Governo dos Açores defendeu hoje que Portugal deve ter uma posição firme, determinada e veemente sobre a decisão dos EUA de reduzir a sua presença na Base das Lajes, uma vez que, para além dos efeitos económicos e sociais, está também e...

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Dignidade do Estado exige posição firme e determinada de Portugal no processo das Lajes, defende Vasco Cordeiro

Publicado por: Vitec
2015/03/11 00:54:40

 

O presidente do Governo dos Açores defendeu hoje que Portugal deve ter uma posição firme, determinada e veemente sobre a decisão dos EUA de reduzir a sua presença na Base das Lajes, uma vez que, para além dos efeitos económicos e sociais, está também em causa a dignidade da relação entre Estados.

 

Vasco Cordeiro, numa audição na Comissão de Negócios Estrangeiros da Assembleia da República, reafirmou que, para além dos efeitos sociais e económicos nefastos para a Terceira e para os Açores, a decisão norte-americana de diminuir o contingente militar e civil foi má, na sua substância, e hostil, pela forma como foi tomada e comunicada a Portugal.

 

Na sua intervenção perante os deputados da comissão parlamentar, o presidente do Governo recordou que a Base das Lajes, no âmbito da reestruturação das infraestruturas militares dos EUA na Europa, foi a única que registou uma perda total e absoluta, mas também aquela onde o calendário de redução ė mais apertado - até outubro deste ano.

 

"Urge tomar uma posição clara do Estado Português sobre a forma como foi tratado", defendeu Vasco Cordeiro, salientando a necessidade de existir clareza neste processo e de se tomarem ações concretas e objetivas que sejam consequentes com os discursos públicos.

 

Vasco Cordeiro frisou que Governo dos Açores não defende, obviamente, que cessem as relações com os EUA, mas defende que o lugar central que a Base das Lajes assume na relação entre os dois países não pode deixar de ter reflexos no Acordo de Cooperação e Defesa existente entre Portugal e os EUA.

 

"A Base das Lajes é pedra angular do relacionamento diplomático entre Portugal e os Estados Unidos", realçou Vasco Cordeiro, para quem a Assembleia da República tem também o dever de "zelar para que Portugal não seja dispensável no âmbito das nações", nomeadamente junto do Congresso norte-americano.

 

Nesta audição, Vasco Cordeiro salientou os impactos da redução norte-americana para a ilha Terceira e para os Açores, nomeadamente a perda de cerca de dois mil postos de trabalho diretos e indiretos, assim como um aumento estimado de 15,4 por cento da taxa de desemprego regional e de 55 por cento da taxa na ilha Terceira.

 

Questionado sobre a eventual instalação em Lisboa do Comando de Segurança Marítima para o Golfo da Guiné, recentemente anunciada pelo Embaixador dos EUA em Portugal, Vasco Cordeiro salientou que esta pode ser uma boa oportunidade para valorizar a posição estratégica dos Açores e uma boa forma de articular as infraestruturas aéreas e portuárias existentes nas Lajes.

 

"Da parte do Governo dos Açores, não há nada que impeça o trabalho de analisar esta pretensão", assegurou Vasco Cordeiro aos parlamentares.

 

Relativamente ao Grupo de Trabalho criado pelo Governo da República, Vasco Cordeiro adiantou que o Governo dos Açores já referiu que a sua criação veio tarde, tendo em conta a necessidade de implementação de medidas que mitiguem os efeitos da redução anunciada, sendo importante que comece a produzir resultados o mais rapidamente possível.

 

Foto/ Gacs

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